25 jul 2025
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Entenda o Uso de Bioestimuladores de Colágeno na Odontologia

Senhora de cabelos grisalhos e usando top rosa, está com as mãos tocando levemente o rosto, pois ela fez algum tratamento facial.

A odontologia contemporânea tem expandido seus horizontes muito além do sorriso. Hoje, o cuidado com a estética orofacial é uma extensão natural da atuação clínica do cirurgião-dentista.

Com isso, os bioestimuladores de colágeno conquistaram espaço como aliados valiosos no arsenal terapêutico da harmonização orofacial.

Mas afinal, como esses agentes atuam e por que merecem atenção no consultório odontológico?

Neste artigo, vamos explorar de forma detalhada e técnica o uso dos bioestimuladores na odontologia, suas indicações, benefícios, riscos e muito mais. Acompanhe.

Mulher realizando procedimento estético. A profissional de saúde segura um aplicador perto do rosto da paciente.
Dentistas que atuam com harmonização orofacial devem compreender a ação e aplicação dos bioestimuladores para oferecer tratamentos seguros e eficazes. (Reprodução/Freepik)

O que é bioestimulador de colágeno?

Bioestimuladores de colágeno são substâncias biocompatíveis injetáveis que têm como principal objetivo estimular os fibroblastos a produzirem colágeno endógeno.

Diferentemente dos preenchedores, que proporcionam volume imediato, os bioestimuladores atuam de maneira gradual e progressiva, promovendo reestruturação e melhora da qualidade tênue da pele e dos tecidos adjacentes.

Essa estimulação endógena é particularmente valiosa em tratamentos de flacidez e contorno facial.

A atuação desses agentes se baseia na indução de uma resposta inflamatória controlada, levando à ativação dos fibroblastos e à produção de novas fibras colágenas, que conferem maior firmeza, elasticidade e sustentação aos tecidos cutâneos e subcutâneos.

Dessa forma, o resultado final é um rejuvenescimento tridimensional, com melhora da densidade da pele e da harmonia facial, especialmente eficaz em regiões que sofrem com a perda natural de colágeno decorrente do envelhecimento cronológico e fotoinduzido.

Vários frascos pequenos com líquidos transparentes dentro e seringas para retirar.
Bioestimuladores de colágeno são substâncias injetáveis que estimulam a produção natural de colágeno, promovendo rejuvenescimento e firmeza da pele ao longo do tempo. (Reprodução/Shutterstock)

Qual uso do bioestimulador de colágeno na Odontologia?

No contexto odontológico, os bioestimuladores têm ganhado espaço na harmonização orofacial como parte da abordagem integral do paciente.

Cirurgiões-dentistas capacitados em HOF podem utilizar essas substâncias para melhorar o suporte dos tecidos faciais, auxiliar na correção de sulcos marcados e contribuir para a melhora da simetria facial.

Também são eficazes em casos de reabsorção óssea e perda de volume, frequentemente observados após tratamentos ortodônticos ou reabilitações protéticas.

Em procedimentos reabilitadores, os bioestimuladores podem ser empregados de forma complementar para devolver o contorno natural da face, oferecendo uma transição estética mais harmônica entre as estruturas dentofaciais e os tecidos moles.

A utilização desses produtos permite ao cirurgião-dentista tratar o paciente de maneira mais abrangente, com foco não apenas na funcionalidade e estética dental, mas também na integração facial global, promovendo bem-estar, autoestima e naturalidade nos resultados.

Paciente realizando procedimento estético. A profissional de saúde está aplicando bioestimuladores de colágeno com seringa no rosto dela.
Na odontologia, são usados para tratar flacidez facial, melhorar a qualidade da pele e complementar procedimentos estéticos, como preenchimentos e harmonização orofacial. (Reprodução/IStock)

Tipos de bioestimulador de colágeno

Várias substâncias são utilizadas como bioestimuladoras.

A escolha deve considerar o perfil do paciente, a região a ser tratada e os objetivos clínicos.

Ácido Poli-L-Lático (PLLA):

O PLLA é um polímero biodegradável derivado do ácido lático, aprovado pela ANVISA e amplamente utilizado na odontologia estética.

Ele age como um potente estimulador da neocolagênese, com resultados progressivos ao longo de semanas.

Sua aplicação é indicada principalmente em regiões de flacidez moderada, como terço inferior da face.

Dois frascos de Bioestimulador de Colágeno do tipo PLLA.
O PLLA é um bioestimulador biocompatível e biodegradável, com ação gradual na produção de colágeno, indicado para áreas com perda de volume e flacidez. (Reprodução/Premium Dental Mart)

Hidroxiapatita de Cálcio (CaHA):

Composição mineral semelhante ao osso humano, a CaHA possui excelente biocompatibilidade.

Apresenta dupla ação: efeito preenchedor imediato e bioestimulação a longo prazo.

É especialmente eficaz para contorno mandibular, ângulo da mandíbula e sulcos nasogenianos.

Policaprolactona (PCL)

A PCL é um polímero biodegradável com alta capacidade de estimulação colagênica, oferecendo durabilidade superior (em torno de 18 a 24 meses).

Possui indicações similares ao PLLA, com vantagens adicionais em termos de consistência e distribuição uniforme.

Aplicando bioestimulador na testa da paciente.
A PCL possui efeito prolongado e promove melhora da firmeza e elasticidade da pele, sendo uma opção versátil no tratamento da flacidez moderada. (Reprodução/Pexels)

Benefícios dos bioestimuladores de colágeno

Reduz a flacidez

A estimulação da produção de colágeno tipo I e III promove um efeito tensor progressivo, essencial para o combate à flacidez facial, especialmente na região mandibular e submentoniana.

Antes e depois de senhora que passou por tratamento com bioestimuladores de colágeno.
Os bioestimuladores atuam diretamente na derme, induzindo a neocolagênese e reduzindo gradualmente a flacidez tecidual.
(Reprodução/ Marina Demeshko/Shutterstock)

Rejuvenescimento facial

Com a formação de nova matriz extracelular, observa-se melhora do tônus e da elasticidade da pele, resultando em aspecto mais jovial e natural.

Melhora da textura da pele

O colágeno estimulado melhora a densidade dérmica, reduzindo poros dilatados, irregularidades e melhorando a uniformidade da pele.

Antes e depois de senhora que passou por tratamento ao redor dos olhos com bioestimuladores de colágeno e reduziu as linhas de expressão.
Além da firmeza, há melhora visível na textura e hidratação da pele, proporcionando um aspecto mais jovem e saudável. (Reprodução/Center MedSpa)

Efeito de lifting

Embora discreto, o efeito lifting causado pela firmeza dos tecidos é percebido principalmente após algumas semanas da aplicação, com resultados sutis e progressivos.

Minimamente invasivo

Por se tratar de um procedimento injetável, a aplicação é realizada em consultório, sem necessidade de afastamento das atividades profissionais ou sociais do paciente.

Marcaram o rosto da paciente com linhas brancas para demarcar a aplicação do bioestimulador de colágeno.
A aplicação é realizada com cânulas ou agulhas finas, sem necessidade de cortes ou anestesia geral, com recuperação rápida e baixo risco. (Reprodução/Wavebreak Media LTD)

Riscos e contraindicações dos bioestimuladores de colágeno

Como em qualquer procedimento estético minimamente invasivo, o uso de bioestimuladores de colágeno exige formação específica, domínio técnico e profundo conhecimento anatômico para assegurar resultados previsíveis e seguros.

Ainda que sejam substâncias biocompatíveis, podem surgir intercorrências clínicas quando mal indicadas ou aplicadas de forma inadequada.

Entre os efeitos adversos mais relatados estão a formação de nódulos, edema persistente, eritema localizado, dor à palpitação e eventuais assimetrias.

A seleção do paciente é um fator determinante para o sucesso terapêutico.

Por isso, é essencial estar atento às contraindicações absolutas, que incluem:

  • Gestação;
  • Período de lactação;
  • Doenças autoimunes em fase ativa ou descompensada;
  • Alergia prévia comprovada ao princípio ativo;
  • Presença de infecções cutâneas na área a ser tratada.

Para minimizar riscos, recomenda-se a realização de uma anamnese detalhada e uma avaliação clínica criteriosa, permitindo a identificação de fatores de risco e a personalização do plano terapêutico.

A abordagem individualizada e embasada em critérios técnicos sólidos garante maior segurança e eficácia na aplicação dos bioestimuladores.

Mãe segurando sua filha bebê no colo e beijando sua testa.
É contraindicado em pacientes com doenças autoimunes, gestantes, lactantes ou em uso de anticoagulantes. (Reprodução/Freepik)

Onde o bioestimulador pode ser aplicado?

As áreas de aplicação são diversas, desde que respeitadas as indicações e estruturas anatômicas:

  • Terço inferior da face (mandíbula, marionete, queixo);
  • Sulcos nasogenianos;
  • Região malar;
  • Pescoço e colo (em casos indicados);
  • Área submentoniana.

Cada região anatômica apresenta especificidades quanto à profundidade de aplicação, volume ideal, tipo de substância indicada e diluição adequada.

A compreensão da arquitetura facial e dos planos teciduais permite uma aplicação segura e com resultados naturais.

Além disso, o conhecimento das áreas de risco vascular é imprescindível para evitar complicações iatrogênicas.

A individualização do tratamento, com escolha precisa das regiões a serem tratadas, é o que garante o sucesso terapêutico e a satisfação do paciente.

Antes e depois de senhora que passou por tratamento com bioestimuladores de colágeno no pescoço.
Os bioestimuladores são aplicados em regiões como mandíbula, malar, mento, sulco nasogeniano e pescoço, dependendo da indicação clínica.

Como é a aplicação?

O procedimento é realizado em ambiente ambulatorial com assepsia rigorosa.

Após avaliação facial e marcação das áreas de interesse, a substância é injetada com cânula ou agulha, conforme a técnica escolhida.

A diluição, volume e produto devem seguir recomendação do fabricante e protocolos de segurança.

A aplicação é relativamente rápida, e o paciente pode retomar suas atividades no mesmo dia.

O efeito começa a ser notado entre 30 a 60 dias após a aplicação, com resultados crescentes até 6 meses, podendo durar de 12 a 24 meses, a depender da substância.

Segurando seringa para aplicação de bioestimulador na bochecha da paciente. No rosto dela foi desenhado digitalmente linhas mostrando os principais pontos de aplicação.
A aplicação é feita em plano profundo da pele, com técnica subdérmica em múltiplos pontos, respeitando o planejamento facial individualizado. (Reprodução/Adobe Stock)

Conclusão

Os bioestimuladores de colágeno representam um recurso valioso na atuação do cirurgião-dentista que busca proporcionar resultados naturais, seguros e cientificamente embasados na harmonização orofacial.

Dominar o uso desses agentes exige compreensão anatômica, conhecimento dos biomateriais e formação específica.

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Referências:

https://blog.dentalspeed.com/bioestimuladores-de-colageno

https://gamodontologia.com.br/harmonizacao-orofacial/bioestimuladores-de-colageno/

https://www.codental.com.br/blog/bioestimuladores-de-colageno-beneficios-riscos-e-muito-mais

https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/35486036

https://rsdjournal.org/index.php/rsd/article/view/47095

https://www.topdoctors.com.co/articulos-medicos/bioestimuladores-colageno-procedimiento-beneficios-riesgos

*O texto acima foi preparado a partir de muita pesquisa para ajudar nas suas dúvidas. Porém, não foi escrito por um profissional de odontologia. A EAP não se responsabiliza pelas informações, pois não possuem caráter científico.

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