Sem dúvidas você já se deparou com alguém a dizer que tem medo de ir ao dentista, o que é chamado de odontofobia. Esse medo assola muitas pessoas há anos. Os aparelhos usados pelo dentista, o barulho da turbina, dentre outros, estão no topo da lista dos medos que podemos citar aqui.
Toda essa dificuldade que se criou e relacionou com o fato de ir ao dentista termina por trazer algumas consequências negativas, isso é o que mostra uma pesquisa inédita feita pelo Ministério da Saúde em parceria com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas).
Esse estudo revelou que 55,6% dos brasileiros não têm o hábito de consultar o dentista ao menos uma vez por ano. E os dados podem ser ainda mais assustadores: 41,5% das pessoas com mais de 60 anos já perdeu todos os dentes.
A odontofobia é real e merece a sua atenção! Ficou curioso? Acompanhe até o final dessa leitura e saiba como lidar com pacientes que têm medo de dentista. Boa leitura!

Sumário
- O que é odontofobia?
- Como ajudar os pacientes com medo de dentista?
- Sala de espera e consultório aconchegantes
- Sugira sempre que o paciente venha acompanhado
- Realize a anamnese no seu paciente
- Explique o procedimento que você irá realizar no paciente
- Não deixe os equipamentos cortantes à vista
- Desvie o foco
- Converse com os pais ou responsáveis
- Aconselhe a procura de um profissional terapeuta
- O que pode causar o medo de dentista?
- Quais os sintomas mais comuns da odontofobia?
O que é odontofobia?
É possível observar um certo estresse ou até mesmo ansiedade quando é chegado o momento de ir ao dentista. Para algumas pessoas é possível conviver com esse sentimento, porém, para outras se torna impossível.
Nesses casos, detectamos uma fobia, que nada mais é do que um medo irracional e totalmente intenso. São exatamente essas pessoas que têm maior possibilidade de deixar totalmente de lado o cuidado com a saúde bucal.
Podemos entender então, dessa forma, a odontofobia como medo ou até mesmo pavor de ir ao dentista.

Como ajudar os pacientes com medo de dentista?
Bom, chegamos exatamente na parte do texto que é preciso ter uma atenção redobrada, pois se você colocar em prática algumas dicas que daremos aqui, é bem possível que os seus pacientes se sintam mais tranquilos na hora de ir ao seu consultório odontológico.
Alguns pontos de melhoria podem ser observados para que a sua clínica ou consultório seja mais aconchegante para os seus pacientes. Destacamos alguns tópicos aqui, acompanhe:
Sala de espera e consultório aconchegantes
Busque deixar o seu consultório com um ambiente menos hospitalar. Podemos até dizer que quanto mais aconchegante, melhor. Esse primeiro passo irá atuar diretamente na ansiedade do seu paciente;
Aproveitando que estamos falando dos aspectos físicos e sensoriais do seu consultório, vale lembrar que sua clínica ou consultório deve ser humanizada. Ou seja, opte sempre por cores leves, quadros que remetem a sensação de harmonia e tranquilidade.

Sugira sempre que o paciente venha acompanhado
A companhia de outra pessoa, nesse momento, pode atuar diretamente no comportamento e passar tranquilidade para o paciente. É confortável quando podemos dividir com o outro um pouco dos nossos medos e anseios.
Sugira que o seu paciente leve um acompanhante na hora que a consulta chegar!

Realize a anamnese no seu paciente
Muitos profissionais não dão a importância correta para essa etapa. A anamnese consiste em uma conversa sincera onde paciente e profissional se conhecem melhor. Esse momento é a oportunidade para preencher a ficha com dados importantes sobre características físicas, hábitos, estado de saúde, medicamentos que o paciente faz uso, entre outros.
Tente conduzir esse momento como uma conversa e não como um questionário. Deixe claro ao paciente que você tem interesse em conhecê-lo melhor e que leva em consideração os seus medos.
Também se faz necessário para o dentista, nesse momento, entender o nível da dor ou desconforto que o paciente está sentindo. Assim como, cabe ao momento reviver os hábitos de higiene que o paciente tem e corrigi-lo se necessário.
Para realizar uma anamnese mais lógica, confira 5 dicas agora sobre as etapas que vão tornar esse momento mais assertivo para você e para o paciente:
- Pergunte sobre o histórico odontológico do paciente;
- Entenda melhor seus hábitos de higiene oral;
- Saiba como o problema começou;
- Pergunte sobre seu histórico de família;
- Questione sobre possíveis vícios e atividades do paciente.

Explique o procedimento que você irá realizar no paciente
É um fato que hoje em dia as pessoas têm mais acesso às informações, fazendo com que dúvidas e questionamentos surjam em qualquer etapa do atendimento. Dessa forma, o paciente precisa estar a par de tudo que acontecerá durante o procedimento.
Dê detalhes, explique em uma linguagem que o paciente possa entender, tente facilitar essa comunicação ao máximo. Nos dias de hoje, com a internet, é normal que o paciente pesquise antes de ir ao dentista e traga algumas dúvidas.
Vale lembrar que mesmo que o paciente pesquise sobre o seu caso clínico, jamais conseguirá chegar a um parecer ou diagnóstico sem a ajuda do profissional da área. E é exatamente por isso que é tão importante também deixá-lo atualizado do tipo de procedimento que será feito.

Não deixe os equipamentos cortantes à vista
Já sabendo o quanto os equipamentos de trabalho são chamativos, a dica é não deixá-los à vista do paciente, pelo menos não os cortantes.
Quando o paciente estiver na cadeira, ele tem toda a vista da mesa do dentista e isso pode trazer ainda mais medo. Sem contar que os equipamentos odontológicos parecem muito com os cirúrgicos.
Imagine só se o paciente for uma criança. O medo é ainda maior.
Você sabe exatamente quais equipamentos vai usar, mas o paciente não. Dessa forma, não deixe a mostra os equipamentos.
Faça esse teste, temos certeza que o resultado vai ser positivo.

Desvie o foco
Durante a consulta, deixe o paciente tranquilo e a vontade, converse com ele sobre outros assuntos e sempre que possível, promova um ambiente leve.
Não fique o tempo todo falando sobre o tratamento, sobre o dente que está sendo cuidado ou algo sobre o tratamento do paciente.
Combine com ele e deixe claro quais são seus limites. Para isso, você pode deixar acertado alguns sinais como levantar ou abaixar os dedos quando o paciente chegar no seu limite de incômodo.
Esses sinais servem para comunicar se o paciente está passando por um momento de ansiedade, por exemplo. Somente dessa forma, a relação paciente-dentista será pautada na confiança.

Converse com os pais ou responsáveis
O número de pais ou responsáveis que deseja estar na hora do tratamento odontológico tem crescido e o fato é que a presença dos pais é essencial desde o início do tratamento e não só ali naquele momento do atendimento.
Dessa forma, é possível e recomendado que o profissional converse com os pais e explique totalmente o tratamento, por quantas etapas ele vai passar e, por fim, todos juntos tomarem a decisão melhor para o paciente.
Se possível, forneça o documento chamado “consentimento esclarecido” onde os pais fiquem cientes de todo o tratamento e ao assinar, demonstram que concordam com ele.
É importante salientar que essa conversa vai permitir que os pais fiquem seguros sobre o profissional e pais seguros, demonstram segurança para os seus filhos, o que vai ajudar bastante na hora do tratamento.
Ademais, há pais que acabam transmitindo medo as crianças. Pode ser de forma inconsciente, ao estarem preocupados com os tratamentos e procedimentos, ou conscientemente, ao tratar a ida ao dentista como um castigo.
Portanto, é muito importante que o dentista tenha conversas com os pais, e os aconselhe a sempre tratarem a ida ao dentista, como algo positivo, divertido, e que só irá fazer bem para seus filhos.

Aconselhe a procura de um profissional terapeuta
É comum passarmos por situações de medo, porém, é importante que elas sejam superadas. Quando isso não acontece, é hora de pedir ajuda!
Um profissional psicólogo pode fazer toda a diferença na melhoria da Odontofobia, entendendo a origem desse medo e solucionando as amarras que o impulsiona, é possível deixar para trás o medo de ir ao dentista.
Hoje já é possível observar que a terapia cognitivo-comportamental (TCC) pode atuar ajudando muitas pessoas que tem fobia de dentista. Essa terapia permite que essas pessoas recebam o tratamento odontológico adequado e sem o uso de sedativos.

O que pode causar o medo de dentista?
São diversas situações que podem explicar o medo do dentista. Por isso, é preciso que o profissional seja empático e paciente com a situação.
Primeira possibilidade, é a sensação de desconhecido que gera ansiedade. Seja em adultos que nunca tiveram oportunidades de ir ao dentista antes, ou de crianças que estão indo pela primeira vez. Desse modo, é essencial explicar melhor sobre os passos do tratamento e de como é tranquilo.
Outra razão, são as experiências anteriores no dentista. Pode ter sido que o paciente teve dores muito intensas durante um procedimento e o profissional em questão não percebeu ou não deu devido atenção. Assim como, se passou por dentistas rudes que o trataram mal.
Além disso, como falado anteriormente, alguns pais passam seus medos para os filhos. Ou o paciente já ouviu histórias negativas de outras pessoas no dentista.
Também pode ser por vergonha de como estão seus dentes. E por fim, por fatores que não se relacionam ao dentista, como ter ansiedade social, abusos sofridos, etc.

Quais os sintomas mais comuns da odontofobia?
O paciente que possui medo de ir ao dentista irá apresentar alguns sintomas:
- Insônia antes da consulta;
- Dificuldade para respirar;
- Ansiedade antes ou durante a consulta;
- Vontade de chorar;
- Tontura e até mesmo desmaio;
- Tremor ou suor;
- Taquicardia;
- Ataque de pânico;

Ao decorrer desse texto, abordamos assuntos relacionados ao medo de ir ao dentista e sugerimos dicas preciosas acerca do tema.
Se você gostou desse conteúdo, compartilhe essas informações com outras pessoas e aborde esse tema que ainda é tão delicado dentro dos consultórios odontológicos.
Referências:
https://www.gov.br/saude/pt-br
https://www.correiobraziliense.com.br/
*O texto acima não foi escrito por cirurgião dentista, portanto a EAP não se responsabiliza pelas informações, uma vez que não possuem caráter científico.