13 jun 2025
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Faces dos Dentes: Quais são os nomes e divisões?

Dentista anotando em prontuário (prancheta)

A anatomia dentária é um universo de detalhes que moldam a prática clínica odontológica.

Ao longo da formação e atuação profissional, compreender minuciosamente cada estrutura do dente é essencial para garantir diagnósticos precisos, planos de tratamento eficientes e registros corretos nos prontuários.

Dentre esses detalhes, as faces dos dentes representam um conhecimento basilar, mas muitas vezes subestimado.

Você, profissional da odontologia, certamente já nomeou ou anotou uma cárie na face distal de um molar ou indicou uma restauração na face vestibular de um incisivo.

Mas será que domina todos os conceitos, divisões e nomenclaturas de forma atualizada e integrada com os demais sistemas de registro clínico?

Neste artigo, vamos rever, aprofundar e refletir sobre a importância das faces dentárias na rotina odontológica, com uma abordagem técnica, clara e alinhada às exigências acadêmicas e clínicas da profissão.

Dentista em pé apontando para raio-x mostrado no monitor.
(Reprodução/Freepik)O conhecimento das faces dentárias é essencial para a correta identificação, diagnóstico, planejamento e execução de tratamentos odontológicos com precisão. (Reprodução/Freepik)

O que são as faces dos dentes?

As faces dos dentes são as diferentes superfícies que compõem a estrutura externa dos elementos dentários.

Cada face possui uma localização anatômica específica e uma função determinada no contexto da mastigação, fonética, estética e saúde bucal.

A nomenclatura das faces é padronizada internacionalmente, o que facilita a comunicação entre profissionais, além de ser essencial para a descrição correta de tratamentos, como restaurações, desgastes, lesões cariosas e inserções protéticas.

Essas superfícies são designadas de acordo com sua posição em relação ao arco dentário e à cavidade oral como um todo.

Desenho mostra as faces dos dentes com seus nomes
As faces dos dentes são as diferentes superfícies externas e internas de cada dente, nomeadas conforme sua localização e função na cavidade bucal. (Reprodução/Capim)

Por que é importante as faces dos dentes no odontograma?

O odontograma é uma representação gráfica que permite o registro detalhado da condição de cada dente na cavidade oral.

Nele, as faces dentárias são identificadas individualmente, o que torna possível registrar alterações clínicas com exatidão.

Ao utilizar corretamente as nomenclaturas das faces no odontograma, o cirurgião-dentista assegura:

  • A clareza no prontuário do paciente;
  • A precisão na prescrição e execução dos tratamentos;
  • A rastreabilidade e confiabilidade nos procedimentos realizados;
  • A padronização das informações em auditorias clínicas e relatórios técnicos;
  • A comunicação assertiva com laboratórios de prótese e outros especialistas.

Portanto, compreender e aplicar corretamente as divisões das faces dos dentes é uma prática indispensável na rotina clínica e acadêmica.

Pessoa segurando prancheta com ficha de odontograma odontológico.
O odontograma é uma representação gráfica da arcada dentária, utilizada pelo cirurgião-dentista para registrar condições clínicas e procedimentos em cada dente.

Quais são as faces dos dentes?

As faces dos dentes podem ser classificadas em diferentes grupos, conforme sua localização e relação com a arcada dentária.

Veja a seguir suas divisões:

Faces Livres

As faces livres são aquelas que não fazem contato direto com dentes adjacentes e estão voltadas para os tecidos moles da cavidade oral.

Face vestibular

A face vestibular é a superfície do dente voltada para a parte externa da boca.

Nos dentes anteriores (incisivos e caninos), ela é também chamada de face labial.

Nos posteriores (pré-molares e molares), é denominada face bucal, pois se posiciona próxima à bochecha.

Essa face é altamente relevante nos tratamentos estéticos e ortodônticos, por estar diretamente visível no sorriso.

Face Lingual/Palatal

A face lingual corresponde à superfície interna dos dentes inferiores, voltada para a língua.

Nos dentes superiores, a nomenclatura mais adequada é face palatina, pois essa área está direcionada ao palato duro.

Ambas exercem papel importante na mastigação e na movimentação da língua durante a fala.

Desenho de dente com seta para parte vestibular e palatal
São as superfícies dos dentes voltadas para o exterior da boca (vestibular) e para a língua ou palato (lingual ou palatina), fundamentais na estética e higiene. (Reprodução/Arriba Dentista)

Faces Proximais

As faces proximais são aquelas que estão em contato com os dentes vizinhos na mesma arcada.

São fundamentais para o correto posicionamento dentário e manutenção do ponto de contato interproximal.

Face Mesial

A face mesial é aquela voltada para a linha média da arcada, ou seja, para a frente da boca.

Em outras palavras, é a superfície do dente que se aproxima do centro da arcada dentária.

Face Distal

Já a face distal é a superfície oposta à mesial, ou seja, voltada para trás, afastando-se da linha média.

Compreender a diferença entre mesial e distal é essencial, por exemplo, em preparos cavitários e descrições de lesões cariosas.

desenho mostra como dividir as faces dos dentes proximais
As faces proximais são aquelas que ficam voltadas para o dente adjacente. A mesial se aproxima da linha média, enquanto a distal se afasta dela. (Reprodução/Passei Direto)

Face Oclusal/Incisal

Esta face é a responsável pela função mastigatória dos dentes.

Em dentes posteriores (pré-molares e molares), ela recebe o nome de face oclusal, sendo a superfície que entra em contato com o antagonista durante a oclusão.

Nos dentes anteriores (incisivos e caninos), essa região é chamada de face incisal, representando a borda cortante do dente.

A análise dessa face é crucial na avaliação de desgastes, fraturas, guias anteriores e procedimentos restauradores.

Imagem mostra desenho de face oclusal do dente
A face oclusal está presente nos dentes posteriores e é responsável pela mastigação; já a incisal corresponde à borda cortante dos dentes anteriores. (Reprodução/Nayara Lima no Passei Direto)

Face Cervical

A face cervical não é, tecnicamente, uma face tradicional como as demais, mas refere-se à região do dente mais próxima à junção com a gengiva, na área do colo do dente.

Essa região tem grande importância clínica, pois é frequentemente acometida por lesões cervicais não cariosas, retrações gengivais e hipersensibilidade.

Dentes com lesões cervicais
Localizada próxima à gengiva, a face cervical é uma região de transição entre coroa e raiz, sendo importante nos casos de retração gengival e hipersensibilidade. Na imagem tem casos de lesões cervicais. (Reprodução/Artesania Studio Oral)

Quais são os terços dos dentes?

Cada face do dente pode ser dividida em três partes iguais, denominadas terços.

Essa divisão é utilizada para localizar com maior precisão alterações, intervenções clínicas ou características anatômicas.

Os terços são:

  • Terço cervical: mais próximo à gengiva;
  • Terço médio: região intermediária;
  • Terço incisal/oclusal: mais próximo à borda cortante ou à superfície de mastigação.

A divisão em terços também pode ser aplicada nos sentidos vertical e horizontal, dependendo da face avaliada.

Por exemplo, na face vestibular de um incisivo, o terço incisal representa a área mais estética, sendo determinante para o planejamento de laminados cerâmicos.

Desenhos mostrando os terços dos dentes
As faces dentárias são divididas em terços (cervical, médio e incisal/oclusal) para facilitar a descrição de lesões, desgastes ou localização de procedimentos. (Reprodução/Capim)

O que é a linha média?

A linha média é um conceito anatômico e clínico essencial, que corresponde a uma linha imaginária traçada verticalmente entre os incisivos centrais superiores e inferiores.

Serve como ponto de referência em procedimentos estéticos, ortodônticos e reabilitadores.

Desvios na linha média podem indicar desequilíbrios oclusais, assimetrias faciais ou má oclusões, sendo importantes no diagnóstico e no planejamento interdisciplinar.

A correta identificação da linha média contribui para o alinhamento harmonioso das estruturas dentárias e faciais.

Imagem mostra mulher sorrindo em preto e branco, e linha média vermelho separando.
A linha média é uma referência anatômica que divide a arcada dentária ao meio. (Reprodução/Dr. André Moreira)

Como ter uma observação eficiente?

A observação eficiente das faces dentárias envolve um conjunto de habilidades clínicas, domínio da anatomia dental e uso adequado de instrumentos e recursos tecnológicos.

Algumas estratégias recomendadas incluem:

  • Utilizar iluminação adequada e lupas de aumento;
  • Explorar diferentes ângulos com espelhos bucais;
  • Registrar informações detalhadas no odontograma com nomenclatura padronizada;
  • Integrar as imagens clínicas (fotografias e radiografias) ao diagnóstico;
  • Manter a atualização constante em anatomia dental e morfologia.

Além disso, a prática contínua e a troca de experiências com colegas e professores contribuem para aprimorar a acurácia na identificação e descrição das faces dentárias.

Imagem de teto com luzes de consultório odontológico.
A observação eficiente exige iluminação adequada, uso de espelho bucal, afastadores e conhecimento anatômico para identificar alterações em cada superfície. (Reprodução/LED Luks)

Conclusão

O conhecimento detalhado sobre as faces dos dentes não é apenas um aspecto teórico da anatomia dental, mas uma ferramenta essencial para a prática clínica segura, eficiente e baseada em evidências.

Saber nomear, localizar e compreender cada superfície dentária reflete diretamente na qualidade dos registros, diagnósticos e intervenções.

Na EAP Goiás, o ensino odontológico é levado a sério, com foco no desenvolvimento técnico e humano do profissional.

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Referências:

https://blog.capim.com.br/artigo/faces-dos-dentes

https://www.konsigapay.com.br/blog/odontologia/entenda-a-analise-das-faces-dos-dentes-no-odontograma

https://simpatio.com.br/faces-dente

https://www.unifeso.edu.br/editora/pdf/6eaa583adb45d2cab2c885b199be499c.pdf

https://ianarapinho.odo.br/anatomia-da-boca

*O texto acima foi preparado a partir de muita pesquisa para ajudar nas suas dúvidas. Porém, não foi escrito por um profissional de odontologia. A EAP não se responsabiliza pelas informações, pois não possuem caráter científico.

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