Você já percebeu como a odontologia moderna vai muito além do cuidado com dentes e gengivas?
Cada vez mais, o cirurgião-dentista assume um papel central no rejuvenescimento e na harmonização da face, oferecendo tratamentos que aliam ciência, estética e bem-estar.
Dentro desse cenário, os fios de PDO surgem como um recurso inovador e seguro para quem busca resultados naturais e sustentáveis.
Mas afinal, como esses fios atuam no organismo? Qual o papel do dentista na aplicação dessa técnica? E quais cuidados são necessários para garantir previsibilidade clínica e satisfação do paciente?
Ao longo deste artigo, vamos explorar em profundidade tudo o que você, profissional da odontologia, precisa saber sobre os fios de PDO e sua utilização no consultório.

Sumário
- O que são fios de PDO?
- O cirurgião-dentista pode colocar fios de sustentação?
- Tipos de fios de PDO
- Onde os fios de PDO são usados?
- Quais cuidados ao realizar o procedimento?
- Quanto tempo dura o efeito dos fios de PDO?
- Existe risco de o fio romper?
- O que o paciente deve evitar após aplicação dos fios de PDO?
- Quais alternativas aos fios de PDO?
- Qual a diferença de Fio de PDO e Fio Silhouette?
- Conclusão
- Referências:
O que são fios de PDO?
Os fios de Polidioxanona (PDO) são dispositivos absorvíveis, biocompatíveis e biodegradáveis, desenvolvidos inicialmente para uso médico como fios de sutura em cirurgias.
A partir de sua segurança e eficiência, passaram a ser aplicados também em procedimentos estéticos faciais.
Na odontologia, especialmente dentro da Harmonização Orofacial (HOF), esses fios têm como objetivo estimular a neocolagênese e melhorar a sustentação dos tecidos moles, promovendo firmeza e elasticidade à pele.
Durante o processo de absorção pelo organismo, que ocorre em torno de 6 a 8 meses, o fio atua como indutor de colágeno, garantindo resultados que podem se manter por até dois anos, dependendo do metabolismo e hábitos do paciente.

O cirurgião-dentista pode colocar fios de sustentação?
Sim.O Conselho Federal de Odontologia (CFO) reconhece a atuação do cirurgião-dentista em procedimentos de harmonização orofacial, desde que devidamente habilitado e capacitado.
Para isso, é fundamental que o profissional realize cursos de especialização ou atualização que garantam a competência técnica necessária.
A aplicação dos fios exige conhecimento aprofundado de anatomia facial, planos de inserção e protocolos clínicos, além da capacidade de manejar possíveis complicações.
Dessa forma, a utilização dos fios de PDO na odontologia amplia a atuação do cirurgião-dentista na estética facial, integrando saúde, função e beleza.

Tipos de fios de PDO
Fios de PDO Monofilamentares
São fios lisos, finos e indicados para bioestimulação de colágeno.
Têm como principal benefício a melhora da qualidade da pele, atuando em áreas com flacidez leve.
São muito utilizados em associação com outros tratamentos, como toxina botulínica e preenchedores, para potencializar os resultados.

Fios de PDO Cogumelados
Possuem pequenos formatos semelhantes a cogumelos ao longo de sua estrutura, o que permite maior ancoragem nos tecidos.
São indicados para pacientes que necessitam de um estímulo mais intenso, principalmente em áreas de flacidez moderada.
Fios de PDO Espiculados
Também chamados de “fios com garras”, apresentam pequenas projeções em sua extensão que proporcionam efeito lifting imediato.
Além de induzir colágeno, eles oferecem sustentação mecânica, sendo ideais para redefinir o contorno facial e reposicionar tecidos.

Fios de PDO Monofilamentares com Cones
Reúnem a simplicidade dos fios lisos com a capacidade de tração proporcionada pelos cones.
São utilizados em casos que requerem tanto bioestimulação quanto sustentação, garantindo resultados equilibrados entre naturalidade e firmeza.
Onde os fios de PDO são usados?
Na odontologia, a aplicação dos fios de PDO é voltada principalmente para a harmonização orofacial.
Eles podem ser inseridos no terço médio e inferior da face, com foco na melhora dos sulcos nasogenianos e na definição do contorno mandibular.
Além dessas regiões, são bastante utilizados na região malar, no pescoço e na papada.
O objetivo principal é corrigir a flacidez, melhorar o tônus cutâneo e restaurar o equilíbrio estético da face.

Quais cuidados ao realizar o procedimento?
A execução da técnica exige um protocolo rígido de biossegurança e domínio das técnicas de inserção.
Entre os principais cuidados clínicos estão:
- Avaliação detalhada da anatomia facial do paciente;
- Uso de fios certificados e registrados pela Anvisa;
- Escolha adequada do tipo de fio de acordo com a necessidade;
- Realização em ambiente controlado, com assepsia completa;
- Orientação clara ao paciente sobre expectativas realistas.

Quanto tempo dura o efeito dos fios de PDO?
Embora os fios sejam absorvidos em até 8 meses, o estímulo ao colágeno garante resultados duradouros, que podem variar entre 12 a 24 meses.
A durabilidade depende de fatores como idade, qualidade da pele, estilo de vida e manutenção com outros procedimentos complementares.

Existe risco de o fio romper?
Os fios de PDO são bastante resistentes. Entretanto, em situações de manipulação incorreta ou inserção inadequada, pode ocorrer ruptura ou má ancoragem.
Esse risco é reduzido quando o procedimento é realizado por profissionais treinados e quando há planejamento adequado.

O que o paciente deve evitar após aplicação dos fios de PDO?
No pós-procedimento, é essencial orientar o paciente sobre alguns cuidados:
- Evitar movimentos faciais excessivos nas primeiras 48 horas;
- Não massagear ou comprimir a região tratada;
- Reduzir atividades físicas intensas nos primeiros dias;
- Evitar exposição solar prolongada;
- Não realizar outros procedimentos faciais invasivos no curto prazo.
Essas medidas aumentam a previsibilidade do resultado e reduzem o risco de complicações.

Quais alternativas aos fios de PDO?
Embora os fios de PDO sejam amplamente utilizados, a harmonização facial dispõe de diversas alternativas que podem ser selecionadas de acordo com o diagnóstico clínico e as expectativas do paciente.
O preenchimento com ácido hialurônico é uma das opções mais empregadas, especialmente pela capacidade de restaurar volumes perdidos e redefinir contornos faciais com alta previsibilidade estética.
A toxina botulínica, por sua vez, é indicada para suavizar rugas dinâmicas ao promover o relaxamento muscular, proporcionando equilíbrio na expressão facial.
Já os bioestimuladores injetáveis, como a hidroxiapatita de cálcio e o ácido polilático, destacam-se por induzir a produção de colágeno de forma progressiva e duradoura, melhorando a qualidade da pele ao longo do tempo.
Em situações em que a flacidez é mais severa e não há indicação para técnicas minimamente invasivas, o lifting cirúrgico pode ser considerado, oferecendo resultados estruturais mais expressivos, embora demande maior tempo de recuperação e apresente características invasivas que devem ser criteriosamente avaliadas.
Dessa forma, a escolha da técnica mais adequada depende da análise individual de cada caso, integrando fatores funcionais, anatômicos e estéticos.

Qual a diferença de Fio de PDO e Fio Silhouette?
Apesar de semelhantes em conceito, existem diferenças importantes:
- Fios de PDO: absorvíveis em meses, indicados para bioestimulação e sustentação leve a moderada;
- Fios Silhouette: confeccionados em ácido polilático, apresentam cones bidirecionais que oferecem maior tração e efeito lifting mais duradouro, chegando a até 2 anos de resultado.
Ambos têm espaço na odontologia, sendo selecionados de acordo com as necessidades individuais.

Conclusão
Os fios de PDO representam um avanço significativo na odontologia estética, ampliando a atuação do cirurgião-dentista e oferecendo soluções seguras e previsíveis para rejuvenescimento facial.
Mais do que uma técnica de sustentação, eles contribuem para a bioestimulação tecidual, proporcionando resultados que valorizam a naturalidade e o bem-estar do paciente.
Na EAP-Goiás, você encontra cursos que abordam profundidade em técnicas modernas como a aplicação de fios de PDO, sempre com embasamento científico e foco na prática clínica.
Há mais de quatro décadas, a instituição forma profissionais preparados para os desafios da odontologia, unindo tradição, inovação e qualidade.
Se você deseja se destacar na área de Harmonização Orofacial e explorar novas possibilidades de crescimento profissional, conheça o curso da EAP-Goiás e descubra também os outros programas de especialização disponíveis.
Seu futuro na odontologia pode começar com essa decisão!
Referências:
https://www.crogo.org.br/site/index.php/informes/1139-informativo-n-87
https://blog.dentalcremer.com.br/principais-tipos-de-fios-de-pdo
https://www.codental.com.br/blog/fios-de-pdo-na-odontologia-tudo-o-que-voce-precisa-saber/
https://blog.dentalspeed.com/fios-faciais-como-parte-do-processo-de-inducao-de-colageno/
https://website.cfo.org.br/harmonizacao-orofacial-especialidade-odontologica-completa-tres-anos-de-conquista-e-avanco-etico/
https://recima21.com.br/recima21/article/view/3726
https://revistas.faculdadefacit.edu.br/index.php/JNT/article/view/2147
*O texto acima não foi escrito por cirurgião dentista, portanto a EAP não se responsabiliza pelas informações, uma vez que não possuem caráter científico.