18 jun 2025
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Hialuronidase: Para que serve na odontologia?

Aplicando hialuronidase em boca de paciente.

 A odontologia moderna evolui a passos largos, incorporando técnicas e recursos que há poucos anos seriam considerados exclusivos de outras áreas da saúde.

Um desses recursos, que tem ganhado destaque crescente na prática clínica odontológica, especialmente na harmonização orofacial, é a hialuronidase.

Se você é um profissional da odontologia que atua com preenchedores faciais ou deseja aprofundar seu conhecimento sobre intercorrências estéticas, este artigo foi feito para você.

Aqui, vamos abordar desde os conceitos fundamentais até a aplicação clínica da hialuronidase, suas indicações, benefícios, riscos e como ela se integra à rotina do cirurgião-dentista.

Entender o funcionamento desta enzima é essencial para garantir segurança, previsibilidade e eficiência nos tratamentos com ácido hialurônico.

Vamos começar por onde tudo se inicia: o que é a hialuronidase?              

Doutora de costas está com seringa retirando líquido de frasco.
A importância do dentista entender sobre hialuronidase está relacionada à segurança e eficácia na reversão de preenchimentos faciais e à sua aplicação em procedimentos clínicos avançados. (Reprodução/Freepik)

O que é hialuronidase?

A hialuronidase é uma enzima proteolítica que atua sobre o ácido hialurônico, promovendo sua degradação e reabsorção pelo organismo.

Ela é capaz de romper as ligações do polissacarídeo, tornando-o solúvel e facilitando sua dispersão nos tecidos.

Na odontologia, sua aplicação está principalmente relacionada ao manejo de preenchedores faciais à base de ácido hialurônico, sendo uma espécie de “antídoto” para intercorrências ou ajustes de resultados estéticos.

Obtida geralmente de fontes animais (como testículos bovinos ou ovinos), essa enzima pode ser usada de forma injetável para induzir uma ação localizada e rápida.

Sua eficiência depende de uma indicação bem estabelecida, boa técnica de aplicação e conhecimento das estruturas anatômicas envolvidas.

Dois frascos de hialuronidase com escrita em coreano
Hialuronidase é uma enzima que degrada o ácido hialurônico, sendo usada para facilitar a difusão de substâncias injetáveis ou dissolver preenchimentos dérmicos. (Reprodução/Mercado Livre)

5 Principais indicações da hialuronidase na odontologia

Dissolução de preenchedores faciais

Uma das principais indicações é a reversão de preenchimentos com ácido hialurônico que apresentaram resultados insatisfatórios, como assimetrias, excesso de volume ou textura irregular.

A hialuronidase permite que o profissional remodele ou desfaça completamente o procedimento.

Leia mais: Dentistas podem trabalhar com Harmonização Orofacial?

Antes e depois de ter removido excesso de preenchimento labial com a hialuronidase.
Em casos de resultados indesejados ou complicações, a hialuronidase é fundamental na dissolução de preenchedores faciais à base de ácido hialurônico. (Reprodução/Skinly Aesthetics)

Aplicação incorreta

Em casos em que o ácido hialurônico foi aplicado em planos inadequados ou em áreas que causam desconforto funcional ou estético ao paciente, a enzima se mostra essencial para corrigir o erro e evitar complicações maiores.

Facilitação da anestesia local

Embora menos comum, a hialuronidase pode ser empregada para potencializar a difusão de soluções anestésicas em procedimentos odontológicos mais invasivos.

Sua capacidade de aumentar a permeabilidade dos tecidos auxilia na absorção mais rápida e eficaz do anestésico.

Doutor segurando seringa de anestesia em consultório.
A enzima também pode ser utilizada para facilitar a dispersão da anestesia local, tornando-a mais eficiente e com efeito mais rápido. (Reprodução/Freepik)

Correção de volume

Pacientes que apresentam acúmulo de material preenchedor em determinadas regiões podem se beneficiar da ação da hialuronidase, que reduz o volume de forma controlada e seletiva, promovendo maior harmonia facial.

Cirurgias complexas

Em procedimentos cirúrgicos mais extensos, como reconstruções faciais ou manipulações em regiões de difícil acesso, a enzima pode ser utilizada como adjuvante para facilitar a dissecação dos tecidos e reduzir o edema.

Doutora retirando com seringa líquido azul de frasco.
Em cirurgias complexas, a hialuronidase pode auxiliar na redução do edema e na melhor penetração de medicamentos nos tecidos. (Reprodução/Freepik)

Como é a ação da hialuronidase?

A hialuronidase atua rompendo as ligações glicosídicas do ácido hialurônico, transformando o gel viscoso em um fluido de baixa viscosidade.

Esse processo favorece a absorção do material pelos tecidos e sua posterior eliminação pelo metabolismo local.

A ação ocorre de forma rápida, geralmente entre 24 e 72 horas após a aplicação.

A degradação pode ser parcial ou total, dependendo da dose utilizada, da concentração da enzima e do tempo de exposição.

Por isso, a avaliação criteriosa do caso é fundamental para evitar reabsorções indesejadas em regiões que não deveriam ser afetadas.

Desenho mostra como a hialuronidase age no ácido hialurônico dentro da nossa pele, dissolvendo em fragmentos menores.
A ação da hialuronidase consiste na quebra das ligações do ácido hialurônico na matriz extracelular. (Reprodução/Research Gate)

Como é feita a aplicação?

A aplicação da hialuronidase é realizada por via subcutânea ou intradérmica, com técnica semelhante à utilizada para os preenchedores.

O profissional deve realizar uma anamnese minuciosa e testes de sensibilidade prévia, especialmente devido ao potencial alergênico da enzima.

A diluição da hialuronidase depende do protocolo adotado, podendo variar de acordo com o fabricante e a área a ser tratada.

A aplicação deve ser feita com assepsia rigorosa, utilizando seringas de insulina ou tuberculina para maior precisão.

Aplicando líquido com seringa no lábio da paciente
A aplicação da hialuronidase é feita por via subcutânea ou intradérmica, em dosagens ajustadas conforme o local e a finalidade clínica. (Reprodução/Vasyl Demkiv)

Quais os principais benefícios?

Entre os principais benefícios do uso da hialuronidase estão:

  • Reversão rápida de efeitos indesejados;
  • Correção de intercorrências graves, como oclusão vascular;
  • Melhora da segurança em procedimentos com ácido hialurônico;
  • Maior previsibilidade nos resultados da harmonização facial;
  • Possibilidade de ajustes estéticos sem necessidade de procedimentos invasivos.
Antes e depois de influenciadora Gkay desfazer seu preenchimento labial com hialuronidase.
Antes e depois de influenciadora Gkay desfazer seu preenchimento labial com hialuronidase. (Reprodução/Metrópoles)

Quais as contraindicações?

A hialuronidase não deve ser utilizada em pacientes com hipersensibilidade à proteína animal, histórico de reatividade imunológica, gestantes e lactantes, além de pacientes com infecções ativas na região de aplicação.

Testes intradérmicos devem ser realizados previamente para minimizar o risco de reações adversas.

Vários frascos de hialuronidase em frente a sua caixa.
As contraindicações da hialuronidase incluem alergia à enzima, uso em áreas com infecção ativa e pacientes com histórico de reações alérgicas severas. (Reprodução/Dr. Tim Pearce)

Quanto tempo para um preenchimento ser revertido?

A reversão de um preenchimento com ácido hialurônico por meio da hialuronidase depende de diversos fatores clínicos, incluindo a profundidade da aplicação, o tipo de ácido hialurônico utilizado, a reticulação do produto e o tempo decorrido desde o procedimento inicial.

A ação da enzima tem início geralmente dentro das primeiras duas a quatro horas após a aplicação, com resposta clínica visível e progressiva.

Em muitos casos, a redução do volume ocorre de maneira significativa em até 72 horas, sendo este o intervalo médio para observar resultados consistentes.

No entanto, preenchedores com alto grau de reticulação ou aplicados em camadas profundas da face podem exigir sessões adicionais de aplicação enzimática, uma vez que a degradação pode ser parcial nas primeiras intervenções.

O protocolo clínico deve ser individualizado, respeitando o intervalo mínimo entre aplicações subsequentes e considerando sempre a resposta tecidual do paciente, a fim de garantir segurança e previsibilidade no resultado.

Portanto, o acompanhamento pós-procedimento é fundamental para avaliar a necessidade de reaplicação e assegurar a completa reversão do preenchimento, especialmente em situações de intercorrência estética ou funcional.

Antes e depois de aplicar hialuronidase em preenchimento acumulado em bochecha da paciente.
Preenchimentos faciais com ácido hialurônico podem ser revertidos com o uso adequado e seguro da hialuronidase. (Reprodução/Dr. Michele Green, M.D)

Como a hialuronidase é usada na dermatologia?

Na dermatologia, a enzima tem aplicações semelhantes às da odontologia, sendo usada para desfazer preenchimentos com ácido hialurônico, tratar nódulos e granulomas, e corrigir irregularidades estéticas.

Além disso, é usada para facilitar a penetração de medicamentos em tratamentos de celulite, estrias e outras condições dermatológicas.

Frasco de hialuronidase
Na dermatologia, a hialuronidase é amplamente usada para corrigir excessos, assimetrias ou nódulos decorrentes do uso de preenchedores dérmicos. (Reprodução/PHD do Brasil)

Aperfeiçoamento em Preenchedores e Bioestimuladores na Odontologia na EAP Goiás

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O programa oferece uma base científica aprofundada sobre o uso de substâncias preenchedoras e bioestimuladoras, com ênfase em protocolos de segurança, técnicas avançadas de aplicação e manejo de intercorrências, como o uso da hialuronidase em situações clínicas reais.

As aulas teóricas são aliadas à prática intensiva em pacientes, permitindo ao profissional desenvolver habilidade técnica e senso crítico apurado na análise estética-funcional.

O conteúdo abrange anatomia aplicada à estética, farmacologia dos preenchedores, avaliação facial detalhada, técnicas de reversão e procedimentos combinados, contribuindo para a formação de um profissional altamente capacitado, ético e consciente dos limites da atuação odontológica.

Com o suporte de um corpo docente experiente e infraestrutura adequada, o curso da EAP Goiás prepara o cirurgião-dentista para oferecer tratamentos personalizados, seguros e embasados na melhor prática clínica disponível.

alunos da eap goiás em aula prática com epis de dentista
O aperfeiçoamento em preenchedores e bioestimuladores capacita o cirurgião-dentista na aplicação segura do ácido hialurônico. (Reprodução/Imagem da EAP Goiás)

Conclusão

A hialuronidase representa um recurso indispensável para o profissional da odontologia que atua com preenchimentos faciais.

Seu uso exige conhecimento aprofundado, técnica apurada e responsabilidade.

Dominar esse recurso não apenas amplia as possibilidades terapêuticas, mas também aumenta a segurança e confiança do paciente em relação aos procedimentos estéticos.

Se você deseja se destacar na harmonização orofacial e estar preparado para atuar com preenchedores e intercorrências com total segurança, conheça o curso de Aperfeiçoamento em Preenchedores e Bioestimuladores da EAP Goiás.

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Referências

https://blog.suryadental.com.br/hialuronidade-para-que-serve/#2_Uso_da_hialuronidase_na_odontologia

https://www.dviradiologia.com.br/2025/02/06/hialuronidase/

https://www.draglaucialabinas.com.br/como-e-feita-a-aplicacao-da-enzima-hialuronidase

https://blog.dentalcremer.com.br/hialuronidase-tratamento-de-intercorrencias/

https://alur.com.br/hialuronidase/

https://www.tuasaude.com/hialuronidase

*O texto acima foi preparado a partir de muita pesquisa para ajudar nas suas dúvidas. Porém, não foi escrito por um profissional de odontologia. A EAP não se responsabiliza pelas informações, pois não possuem caráter científico.

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