25 fev 2025
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Pós-Operatório Odontológico: Principais Orientações          

Mulher deitada em sofá com bolsa de gelo em sua bochecha em pós-operatório odontológico.

O período pós-operatório odontológico é uma etapa determinante para o sucesso de qualquer intervenção bucal.

Assim como o planejamento e a execução do procedimento exigem precisão, os cuidados após a cirurgia também requerem atenção redobrada, tanto por parte do dentista quanto do paciente.

O objetivo deste artigo é apresentar orientações fundamentais para que os profissionais da odontologia possam conduzir seus pacientes a uma recuperação segura e sem complicações.

Vamos explorar as boas práticas para um pós-operatório eficaz, abordando aspectos como cuidados pré e pós-cirúrgicos, alterações esperadas, recomendações alimentares e outras precauções.

Paciente em consultório odontológico. É uma mulher de cabelo curto e franja que está com a mão apoiada na bochecha demonstrando dor.
O sucesso do pós-operatório odontológico depende do seguimento rigoroso das recomendações profissionais, garantindo uma cicatrização adequada e reduzindo riscos de complicações. (Reprodução/Freepik)

Quais cuidados ter no pré-operatório?

O sucesso do pós-operatório odontológico começa antes mesmo do procedimento em si.

É essencial preparar o paciente, garantindo que ele esteja em condições ideais para a intervenção.

Essa etapa prévia é determinante para minimizar riscos e otimizar os resultados da cirurgia.

Para isso, algumas medidas devem ser rigorosamente seguidas:

Avaliação clínica e anamnese detalhada:

É imprescindível realizar uma anamnese completa, investigando condições sistêmicas que possam interferir no processo de cicatrização, como diabetes mellitus, hipertensão arterial e doenças autoimunes.

Esses fatores devem ser controlados antes da cirurgia, garantindo maior segurança ao procedimento.

Além disso, é necessário verificar alergias a medicamentos e histórico de complicações em procedimentos anteriores.

Doutora anotando em prancheta anamnese de paciente.
A anamnese permite identificar condições sistêmicas e fatores de risco que podem interferir na cirurgia e no pós-operatório odontológico, garantindo um plano de tratamento seguro e eficaz. (Reprodução/Freepik)

Suspensão de medicamentos:

Em pacientes que fazem uso de anticoagulantes, é fundamental planejar, em conjunto com o médico assistente, a possível suspensão ou substituição temporária do medicamento.

Essa avaliação reduz o risco de hemorragias e promove uma recuperação mais segura.

Pacientes que utilizam corticosteroides ou imunossupressores também demandam atenção especial.

Em pacientes que fazem uso de anticoagulantes, é fundamental planejar, em conjunto com o médico assistente, a possível suspensão ou substituição temporária do medicamento.

Essa avaliação reduz o risco de hemorragias e promove uma recuperação mais segura.

Pacientes que utilizam corticosteroides ou imunossupressores também demandam atenção especial.

Orientações de limpeza:

Recomenda-se ao paciente que realize uma higienização bucal minuciosa no dia anterior à cirurgia, utilizando escovação adequada e antissépticos bucais para reduzir a carga bacteriana.

Essa medida previne complicações infecciosas durante e após o procedimento.

Jovem garota segurando escova de dente com pasta prestes a escovar os dentes em frente ao espelho.
Cada procedimento cirúrgico exige cuidados individuais, como o uso de antibióticos. (Reprodução/Freepik)

Jejum:

Para procedimentos que envolvem sedação ou anestesia geral, é essencial orientar o jejum de seis a oito horas, conforme protocolo da equipe de saúde.

Esse cuidado reduz o risco de aspiração de conteúdo gástrico durante a anestesia e garante maior segurança ao paciente.

Com a preparação adequada, os procedimentos tendem a ser mais tranquilos e os resultados, mais previsíveis.

O que é um pós-operatório?

O pós-operatório é o período que se inicia imediatamente após o término de um procedimento cirúrgico.

Durante essa fase, a atenção é direcionada para a cicatrização dos tecidos, a prevenção de complicações e o retorno gradual à normalidade funcional.

O papel do cirurgião-dentista é indispensável no monitoramento da evolução pós-operatória.

Visitas de acompanhamento devem ser programadas para avaliar a cicatrização, ajustar medicações e reforçar as orientações iniciais.

A colaboração entre profissional e paciente é determinante para o sucesso do tratamento.

Dentista realizando cirurgia em paciente.
O pós-operatório odontológico refere-se ao período de recuperação após uma cirurgia, no qual o paciente deve seguir cuidados específicos para evitar complicações e acelerar a cicatrização. (Reprodução/Freepik)

Orientações para um bom pós-operatório odontológico

Controle de sangramentos:

A utilização de compressas com gaze estéril é recomendada para conter pequenos sangramentos.

Essas compressas devem ser aplicadas com pressão moderada e trocadas conforme necessário.

Em casos de sangramentos persistentes, orienta-se o paciente a buscar assistência profissional.

dois pacotes de gazes para compressas
Após o procedimento, é normal ocorrer um leve sangramento, que pode ser controlado com compressas de gaze estéril e evitando bochechos ou sucção nas primeiras horas. (Reprodução/Mercado Livre)

Gestão da dor:

Prescrever analgésicos e anti-inflamatórios é uma prática comumente necessária para aliviar o desconforto pós-cirúrgico.

O profissional deve assegurar-se de que o paciente compreenda a posologia correta e a importância de seguir as recomendações médicas.

Cuidados com a higiene bucal:

Nos primeiros dias, é crucial instruir o paciente a realizar a limpeza bucal com delicadeza.

Escovas de cerdas macias e movimentos leves ajudam a prevenir trauma na área operada.

O uso de enxaguantes bucais antimicrobianos pode ser indicado para auxiliar na manutenção da saúde bucal. Não utilize enxaguantes com álcool na composição.

Homem fazendo bochecho com enxaguante bucal que está segurando em sua mão.
A higienização deve ser feita com escova de cerdas macias, evitando a área operada nos primeiros dias. (Reprodução/Getty Images)

Evitar esforços:

Reforçar a necessidade de repouso é essencial.

Atividades físicas intensas e esforços devem ser evitados para prevenir complicações, como aumento do inchaço ou abertura de pontos.

Acompanhamento profissional:

Será necessário retornar para retirar os pontos. Além disso, programar revisões periódicas permite ao dentista avaliar a evolução do processo de cicatrização e identificar precocemente eventuais complicações.

Essas consultas também são momentos oportunos para ajustar o plano de cuidado, caso necessário.

Dentista aparece sorrindo e usando os EPIs corretamente. Ele está atendendo a paciente em seu consultório, enquanto segura espelhinho.
O retorno ao dentista é fundamental para prevenir infecções e outras complicações pós-operatórias.

Alterações comuns após a cirurgia bucal

Trismo muscular

O trismo muscular, caracterizado pela dificuldade temporária na abertura da boca, ocorre devido à inflamação e à tensão nos músculos mastigatórios após procedimentos cirúrgicos bucais.

Essa condição pode ser desconfortável e impactar atividades diárias, como a mastigação e a fala.

Para alívio, é indicado o uso de compressas mornas aplicadas na região afetada, que ajudam a relaxar os músculos e estimular a circulação sanguínea.

Além disso, a fisioterapia leve, como movimentos controlados de abertura e fechamento da boca, sob orientação profissional, pode acelerar a recuperação.

Garota ruiva com camiseta listrada está a palma da mão apoiada na bocheça. Ela está com expressão de desconforto indicando dor de dente.
O trismo muscular, caracterizado pela dificuldade de abrir a boca, pode ocorrer após procedimentos mais invasivos, sendo amenizado com compressas mornas e fisioterapia oral, quando indicado. (Reprodução/Freepik)

Boca anestesiada

A sensação de dormência é uma consequência direta do uso de anestésicos locais, sendo esperada por algumas horas após o procedimento.

Durante esse período, é importante orientar o paciente a evitar mastigar alimentos ou manipular a região anestesiada, pois há risco de traumatismo nos tecidos, como morder acidentalmente a língua, a bochecha ou os lábios.

A conscientização sobre essa limitação temporária é essencial para prevenir complicações desnecessárias.

Inchaço

O edema é uma resposta inflamatória natural do corpo e frequentemente ocorre após cirurgias bucais.

Normalmente, atinge seu pico entre 24 e 48 horas após o procedimento, reduzindo gradativamente nos dias seguintes.

A aplicação de compressas frias na região afetada durante as primeiras 24 horas é uma medida eficaz para minimizar o inchaço.

Recomenda-se alternar entre 15 minutos de aplicação e 15 minutos de descanso.

Após esse período, compressas mornas podem ser utilizadas para promover a drenagem linfática e reduzir o desconforto.

Foto em preto e branco mostra mulher segurando um dente na mão, enquanto sua bochecha está inchada. Na edição colocaram uma mancha vermelha na bochecha para sinalizar o inchaço.
O inchaço no pós-operatório odontológico é comum e pode ser minimizado com aplicação de compressas frias e o uso de anti-inflamatórios prescritos pelo dentista. (Reprodução/IStock)

Sangramento

Pequenos sangramentos são esperados nas primeiras horas após a cirurgia, especialmente durante a substituição da gaze ou em momentos de maior movimentação.

Para conter o sangramento, é indicado o uso de gaze estéril pressionada sobre o local da intervenção, preferencialmente mordendo suavemente para mantê-la firme.

Caso o sangramento persista por um período prolongado, se intensifique ou apresente outros sinais de complicações, como dores agudas ou presença de coágulos excessivos, uma avaliação profissional imediata é indispensável para garantir a recuperação adequada.

O que se alimentar no pós-operatório odontológico?

Primeiros dias após a cirurgia

Durante os primeiros dias após uma cirurgia odontológica, a escolha dos alimentos é essencial para promover uma recuperação eficaz e evitar complicações.

Nesse período, alimentos frios ou gelados, como sorvetes, iogurtes naturais e gelatinas, são recomendados, pois ajudam a reduzir a inflamação e proporcionam alívio para possíveis desconfortos.

A textura dos alimentos também desempenha um papel importante; purês, sopas em temperatura ambiente e caldos são opções seguras que evitam traumas no local operado.

Deve-se evitar qualquer alimento quente, ácido ou crocante, pois esses podem irritar o tecido ou interferir no processo de cicatrização.

Mãos femininas segurando tigela de sopa
Nos primeiros dias, recomenda-se uma dieta líquida e pastosa, evitando alimentos quentes, duros ou condimentados, que podem irritar a região operada. (Reprodução/Freepik)

Nas semanas seguintes

À medida que o paciente avança na recuperação, a dieta pode ser gradualmente adaptada para incluir alimentos mornos e de consistência mais firme, como carnes desfiadas, arroz macio e vegetais cozidos.

É fundamental manter uma dieta equilibrada, rica em proteínas, vitaminas e minerais, essencial para a regeneração tecidual e o fortalecimento do organismo.

Além disso, a hidratação deve ser priorizada, pois auxilia no metabolismo e nos processos de reposição celular, além de contribuir para o equilíbrio geral do corpo.

Cada paciente deve ser orientado de forma personalizada, considerando as características específicas de sua cirurgia e suas condições de saúde bucal e geral, garantindo um retorno seguro e eficiente à atividade.

Prato branco fundo com vários legumes cozidos, como cenoura, couve-flor, abóbora, ervilhas e mais.
Com a melhora da cicatrização, a alimentação pode ser progressivamente adaptada, introduzindo alimentos macios e nutritivos, evitando ainda aqueles que exigem mastigação excessiva. (Reprodução/Freepik)

Pode fazer atividade física após cirurgia odontológica?

Nos primeiros dias após a cirurgia odontológica, é essencial evitar a prática de atividades físicas, principalmente as que exigem esforço intenso.

Esse cuidado é necessário para prevenir o aumento do fluxo sanguíneo, que pode intensificar o sangramento no local operado, agravar o inchaço ou interferir no processo de cicatrização. 

  • Retorno gradual

A retomada dos exercícios deve ocorrer de forma gradual, respeitando a recuperação do paciente e sempre com a aprovação do cirurgião-dentista.

A evolução do quadro deve ser acompanhada por consultas de revisão, nas quais o profissional avalia a cicatrização e orienta o momento seguro para o retorno às atividades físicas. 

  • Sinais de alerta

Sintomas como dor persistente, inchaço exacerbado ou sangramento anormal durante ou após o esforço físico são sinais de alerta.

Caso ocorram, o paciente deve suspender as atividades imediatamente e procurar o dentista para avaliação. 

Cada caso é único, e as orientações devem ser personalizadas, levando em consideração o tipo de cirurgia realizada, a condição de saúde geral do paciente e suas necessidades específicas. 

Imagem horizontal focada em mãos femininas amarrando cadarço do tênis. Ela está parada na rua, que está com folhas caídas.
O repouso é indicado nas primeiras 48 a 72 horas no pós-operatório odontológico, evitando atividades físicas intensas, pois podem aumentar o risco de sangramento e comprometer a recuperação. (Reprodução/Freepik)

Conclusão

O pós-operatório odontológico bem conduzido é indispensável para o sucesso dos tratamentos.

Da mesma forma, seguir as orientações profissionais e monitorar a evolução do paciente são fatores determinantes para alcançar resultados satisfatórios.

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Referências:

https://clinicaabla.com.br/pos-operatorio-odontologico-sem-complicacoes-uma-realidade-possivel/

https://www.cdeodontologia.com.br/paciente/pos-operatorio-cirurgia

https://www.odontologiafaustini.com/pdfs/faustini_manualDecuidados.pdf

https://uniodontoprudente.com.br/procedimentos-cirurgicos-odontologicos-a-importancia-da-alimentacao-no-pos-operatorio

*O texto acima não foi escrito por cirurgião dentista, portanto a EAP não se responsabiliza pelas informações, uma vez que não possuem caráter científico.

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