04 jun 2025
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Conheça os Tipos de Preenchedores Faciais para HOF 

Profissional aplicando preenchedor facial no queixo da paciente.

A harmonização orofacial (HOF) tem ganhado destaque na odontologia contemporânea, proporcionando aos profissionais da área uma abordagem integrada que vai além da saúde bucal, abrangendo também a estética facial.

Entre os procedimentos mais procurados está o preenchimento facial, uma técnica que visa restaurar volumes perdidos, suavizar linhas de expressão e realçar contornos faciais.

Este artigo tem como objetivo apresentar aos profissionais da odontologia os diferentes tipos de preenchedores faciais utilizados na HOF, suas indicações, benefícios e cuidados necessários.

Abordaremos os principais aspectos desse procedimento, contribuindo para o aprimoramento do conhecimento e prática clínica dos cirurgiões-dentistas.

Profissional indo aplicar preenchedores faciais com seringa em bochecha de paciente.
Nós temos um aperfeiçoamento em Preenchedores e Bioestimuladores na Odontologia, venha conferir! (Reprodução/Freepik)

O que são os preenchedores faciais?

Preenchedores faciais são biomateriais injetáveis aplicados em planos específicos da pele e do subcutâneo, com o objetivo de corrigir imperfeições anatômicas, repor volume perdido com o envelhecimento ou processos patológicos, suavizar sulcos e rugas estáticas, e redefinir contornos faciais.

Essas substâncias são utilizadas em procedimentos minimamente invasivos, e sua aplicação é pautada em um planejamento individualizado, respeitando as proporções e linhas faciais de cada paciente.

Os preenchedores atuam promovendo suporte mecânico ao tecido, estimulando a produção de colágeno e melhorando a hidratação cutânea, o que favorece a restauração da firmeza e elasticidade da pele.

Para garantir segurança clínica, os materiais utilizados devem ser biocompatíveis, reabsorvíveis ou não, com baixo potencial imunogênico e fabricados conforme rigorosos padrões de qualidade.

A escolha do tipo de preenchedor, sua densidade, grau de reticulação e técnica de aplicação devem ser cuidadosamente avaliados, considerando fatores como a profundidade da aplicação, a área a ser tratada e os objetivos estéticos e funcionais do tratamento.

Profissional indo aplicar preenchedores faciais com seringa e maça do rosto da paciente.
Os preenchedores faciais são substâncias injetáveis utilizadas para restaurar volumes perdidos, melhorar contornos e suavizar sulcos da face, promovendo rejuvenescimento facial.
(Reprodução/IStock)

Uso dos Preenchimentos Faciais na Odontologia

Na odontologia, o uso de preenchedores faciais está associado à harmonização orofacial, uma abordagem que visa equilibrar a estética do sorriso com os traços faciais.

Os cirurgiões-dentistas, devido ao seu conhecimento anatômico da região orofacial, estão aptos a realizar procedimentos de preenchimento facial, contribuindo para a melhoria da estética e funcionalidade da face.

A aplicação de preenchedores pode ser indicada em casos de reabsorção óssea, perda de suporte labial, rugas periorais, entre outros.

Além disso, o procedimento pode ser complementar a tratamentos odontológicos, como reabilitações protéticas e ortodônticas, promovendo resultados mais harmoniosos e satisfatórios.

Profissional indo aplicar preenchedores faciais com seringa em mandíbula da paciente
Na odontologia, os preenchimentos faciais complementam tratamentos estéticos orofaciais, contribuindo para a harmonia do sorriso e a estética do paciente. (Reprodução/Dalia Lopez)

Quando o procedimento é indicado?

O preenchimento facial é indicado para pacientes que apresentam sinais de envelhecimento facial, como rugas, sulcos profundos e perda de volume em determinadas áreas da face.

Também é recomendado para correção de assimetrias faciais, definição de contornos e realce de características específicas, como lábios e maçãs do rosto.

É fundamental realizar uma avaliação clínica detalhada e considerar as expectativas do paciente antes de indicar o procedimento.

A escolha do tipo de preenchedor e a técnica de aplicação devem ser individualizadas, levando em conta as necessidades e características anatômicas de cada paciente.

Senhora está parada enquanto duas pessoas mostram com a seringa onde será aplicado o preenchimento.
O preenchimento facial é indicado para pacientes que apresentam perda de volume facial, rugas profundas, sulcos marcados ou assimetrias que comprometem a estética da face. (Reprodução/Freepik)

Quais as áreas de aplicação do preenchimento facial?

Os preenchedores faciais são indicados para diversas regiões da face, sempre considerando as necessidades estéticas e funcionais individuais de cada paciente.

A seleção das áreas de aplicação deve ser realizada com base em uma análise facial detalhada, respeitando a simetria, as proporções áureas e os princípios da Harmonização Orofacial.

As principais áreas tratadas incluem:

  • Região malar (maçãs do rosto): frequentemente acometida pela perda de volume com o envelhecimento, é tratada para restaurar a sustentação da face média, melhorar a projeção e redefinir os contornos faciais.
  • Sulcos nasolabiais (bigode chinês): os preenchimentos suavizam as depressões acentuadas entre a asa do nariz e o canto da boca, promovendo um aspecto mais descansado e jovial.
  • Lábios: tanto para aumento do volume quanto para definição do arco do cupido e correção de assimetrias labiais. Também pode ser realizado o suporte funcional ao vermelhão labial e às comissuras.
  • Linha da mandíbula (jawline): o contorno mandibular pode ser redesenhado para criar definição, corrigir a flacidez dos tecidos e promover uma aparência mais estruturada e simétrica.
  • Queixo: o preenchimento nessa região visa melhorar a projeção anterior e a harmonia do terço inferior da face, especialmente em casos de microgenia ou retrognatismo leve.
  • Olheiras (região infraorbital): aplicados com cautela, os preenchedores suavizam a depressão do sulco nasojugal, reduzindo o aspecto de cansaço e melhorando a transição entre a pálpebra inferior e a bochecha.
  • Glabela: localizada entre as sobrancelhas, é uma região comumente marcada por rugas de expressão verticais, tratáveis com preenchedores.

Contudo, é considerada uma zona de risco elevado devido à presença de ramos arteriais importantes, como os da artéria oftálmica.

Por isso, a aplicação nessa área exige extrema cautela, domínio anatômico aprofundado e técnica segura por parte do cirurgião-dentista habilitado.

A definição das regiões a serem tratadas deve considerar não apenas as queixas estéticas, mas também o equilíbrio funcional da face, respeitando os limites da atuação odontológica dentro da especialidade de Harmonização Orofacial.

Antes e depois de preenchimento do bigode chinês em paciente mulher.
As áreas mais comuns de aplicação incluem lábios, sulcos nasogenianos, mento (queixo), mandíbula, maçãs do rosto e olheiras. (Reprodução/Clínica Fit Body Estética)

Quais são os tipos de preenchedores faciais?

Os preenchedores faciais podem ser classificados em três categorias principais, de acordo com sua origem e características:

Preenchimentos biológicos

São substâncias de origem natural ou sintética que estimulam a produção de colágeno e promovem a regeneração tecidual.

O principal representante dessa categoria é o ácido hialurônico, uma molécula presente naturalmente no organismo, responsável pela hidratação e elasticidade da pele.

O ácido hialurônico é amplamente utilizado na HOF devido à sua segurança, biocompatibilidade e reversibilidade.

Ele proporciona resultados imediatos e naturais, sendo indicado para diversas áreas da face.

Antes e depois de preenchimento com ácido hialuronico em paciente mulher.
Preenchimentos biológicos utilizam substâncias biocompatíveis, como ácido hialurônico, que são absorvidos pelo organismo ao longo do tempo, com baixo risco de rejeição. (Reprodução/Jean Parpinelli)

Preenchimentos sintéticos

São materiais produzidos sinteticamente, com propriedades específicas para preenchimento facial.

Um exemplo é o polimetilmetacrilato (PMMA), composto por microesferas suspensas em um gel, que promove um efeito volumizador duradouro.

O PMMA é considerado um preenchedor permanente, sendo indicado para casos específicos que requerem resultados de longa duração.

No entanto, sua aplicação deve ser realizada com cautela, sendo menos indicado devido ao risco de reações adversas e à dificuldade de reversão.

Preenchimentos autólogos

São substâncias obtidas do próprio paciente, como a gordura autóloga, utilizada em procedimentos de lipoenxertia.

Esse tipo de preenchimento oferece biocompatibilidade e menor risco de rejeição, além de promover resultados naturais.

A lipoenxertia é indicada para restauração de volumes em áreas como maçãs do rosto, sulcos nasolabiais e queixo.

No entanto, requer uma técnica cirúrgica mais complexa e apresenta maior variabilidade nos resultados.

seringas com plasma rico em plaquetas
Os preenchimentos autólogos são realizados com substâncias retiradas do próprio paciente, como gordura ou plasma rico em plaquetas (PRP). (Reprodução/Instituto Velasco)

Etapas do processo de preenchimento facial

O procedimento de preenchimento facial envolve as seguintes etapas:

  1. Avaliação clínica: análise das necessidades estéticas e funcionais do paciente, identificação das áreas a serem tratadas e escolha do tipo de preenchedor adequado.
  1. Planejamento: definição da técnica de aplicação, volume de produto a ser utilizado e pontos de injeção.
  1. Assepsia: higienização da pele e aplicação de antissépticos para prevenir infecções.
  1. Anestesia: utilização de anestésicos tópicos ou infiltrativos para garantir o conforto do paciente durante o procedimento.
  1. Aplicação do preenchedor: injeção do produto nas áreas previamente planejadas, utilizando agulhas ou cânulas específicas.
  1. Modelagem: distribuição e moldagem do produto para alcançar o resultado desejado.
  1. Orientações pós-procedimento: instruções sobre cuidados, possíveis efeitos colaterais e necessidade de retornos para avaliação.

É fundamental que o profissional esteja capacitado e siga protocolos de segurança para garantir resultados satisfatórios e minimizar riscos.

Dentista com prancheta fazendo anotações no papel, no fundo, a paciente está sentada aguardando.
O processo inclui avaliação clínica detalhada, planejamento individualizado, assepsia rigorosa, aplicação da substância e acompanhamento pós-procedimento. Reprodução/Shutterstock)

Quais os benefícios?

O preenchimento facial oferece diversos benefícios aos pacientes, incluindo:

  • Melhora da estética facial: suavização de rugas, sulcos e linhas de expressão.
  • Restauração de volumes perdidos: recuperação da plenitude facial e contornos definidos.
  • Rejuvenescimento: aspecto mais jovem e descansado da face.
  • Correção de assimetrias: harmonização das proporções faciais.
  • Complemento a tratamentos odontológicos: potencialização dos resultados estéticos de reabilitações protéticas e ortodônticas.

Além disso, o procedimento é minimamente invasivo, com recuperação rápida e resultados imediatos, proporcionando alta satisfação aos pacientes.

antes, planejamento com setas e depois de preenchimento para correção de assimetria no rosto da paciente
Os preenchimentos faciais proporcionam rejuvenescimento, melhora da autoestima, correção de imperfeições e resultados imediatos com pouco tempo de recuperação. (Reprodução/Dreamstime)

Quais as contraindicações do preenchimento?

Apesar de ser um procedimento seguro, o preenchimento facial apresenta algumas contraindicações, como:

  • Gravidez e lactação: devido à falta de estudos que comprovem a segurança nessas condições.
  • Doenças autoimunes: risco aumentado de reações adversas.
  • Infecções ativas na área a ser tratada: possibilidade de disseminação da infecção.
  • Alergia aos componentes do preenchedor: risco de reações alérgicas.
  • Distúrbios de coagulação: maior propensão a hematomas e sangramentos.

É essencial realizar uma anamnese detalhada e avaliar o histórico médico do paciente antes de indicar o procedimento.

Mulher jovem, loira, grávida, usando top e calça preta, ela está sentada na janela e ao redor dela tem a cortina
O procedimento é contraindicado em casos de infecção ativa na área de aplicação, gestantes, lactantes, alergia aos componentes do produto ou doenças autoimunes descompensadas. (Reprodução/Freepik)

O que o dentista não pode fazer na harmonização facial?

Embora a Harmonização Orofacial (HOF) esteja reconhecida como uma especialidade odontológica pelo Conselho Federal de Odontologia (CFO), o cirurgião-dentista deve respeitar os limites estabelecidos pela legislação vigente, pelos conselhos de classe e pelos princípios éticos da prática profissional.

O exercício da odontologia na estética facial deve se restringir às áreas anatômicas compreendidas pela formação odontológica, ou seja, à região orofacial — que engloba o terço médio e inferior da face, pescoço e estruturas relacionadas funcionalmente ao sistema estomatognático.

Procedimentos de natureza cirúrgica invasiva, como ritidoplastias (lifting facial), blefaroplastias, rinoplastias estruturais e lipoaspiração facial, são considerados atos privativos da medicina, pois demandam formação cirúrgica hospitalar e manejo anestésico avançado, o que ultrapassa a competência técnica odontológica.

Da mesma forma, o uso de substâncias não regulamentadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e que não constem nas resoluções do CFO está expressamente proibido, sob risco de infração ética e responsabilização civil.

O dentista também deve estar atento à atualização contínua de resoluções, portarias e pareceres técnicos emitidos pelas autoridades competentes, uma vez que o campo da HOF está em constante evolução e exige postura ética, científica e legal rigorosa.

Portanto, cabe ao profissional compreender que sua atuação na harmonização facial deve estar alinhada ao escopo odontológico, respeitando os limites anatômicos e legais, com o foco sempre voltado à segurança, eficácia dos procedimentos e integridade do paciente.

Dentista com rosto sério fazendo não "x" com os dedos.
O cirurgião-dentista não pode realizar procedimentos que extrapolem a área anatômica da face e que não estejam relacionados ao exercício legal da odontologia. É importante que os dentistas leiam as resoluções da CFO. (Reprodução/Freepik)

Conclusão

A harmonização orofacial representa uma evolução na prática odontológica, permitindo aos profissionais oferecerem tratamentos estéticos integrados e personalizados.

O conhecimento sobre os diferentes tipos de preenchedores faciais, suas indicações e técnicas de aplicação é fundamental para garantir resultados satisfatórios e seguros.

Se você é um cirurgião-dentista interessado em aprimorar suas habilidades na área de harmonização orofacial, conheça os cursos de especialização oferecidos pela EAP Goiás.

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Referências:

https://blog.dentalcremer.com.br/tipos-de-materiais-preenchedores-na-harmonizacao-facial/

https://www.clinicorp.com/post/preenchedores-faciais

https://talitazane.com.br/vamos-falar-sobre-preenchedores/

https://openrit.grupotiradentes.com/xmlui/bitstream/handle/set/3482/

https://www.clinicahumanita.com.br/tipos-de-preenchedor-de-acido-hialuronico

https://play.institutovelasco.com.br/p/opcoes-de-preenchedores-faciais-a-base-de-acido-hialuronico-e-suas-indicacoes-clinica

https://copaderma.com.br/guia-completo-de-preenchedores-faciais-para-dentistas-iniciantes/

https://sorria.dentalprev.com.br/preenchimento-facial-como-funciona

https://odontologiavelasco.com.br/8-perguntas-sobre-preenchimento-facial-o-que-e-e-como-funciona-entenda-tudo

https://monografias.brasilescola.uol.com.br/saude/preenchimento-com-acido-hialuronico-na-face-possiveis-complicacoes-manejos.htm

https://website.cfo.org.br/resolucao-cfo-198-2019/

https://blog.dentalcremer.com.br/dentista-na-harmonizacao-facial

*O texto acima foi preparado a partir de muita pesquisa para ajudar nas suas dúvidas. Porém, não foi escrito por um profissional de odontologia. A EAP não se responsabiliza pelas informações, pois não possuem caráter científico.

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