17 abr 2025
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Traumatismo Dental: Quais são os tipos?

Imagem de ângulo baixo mostra dentista e assistente olhando para baixo com espelhinho na mão

Imagine um paciente chegando ao consultório odontológico após sofrer um impacto direto no rosto, relatando dor e apresentando alterações visíveis nos dentes.

Como profissional da odontologia, você já sabe que o tempo e a abordagem correta fazem toda a diferença para preservar a saúde bucal. É aqui que o conhecimento aprofundado sobre traumatismos dentários se torna indispensável.

O traumatismo dental está entre os problemas mais urgentes na prática clínica e afetam pacientes de todas as idades, com especial incidência em crianças e jovens.

Neste artigo, exploraremos os tipos de traumatismos dentários, suas características e como um atendimento bem direcionado pode ser essencial para o prognóstico. 

Imagem mostra 4 diferentes tipos de traumatismo dental
O tratamento do traumatismo dental deve ser imediato e individualizado, com acompanhamento clínico e radiográfico para garantir a preservação da estrutura dental e a saúde bucal a longo prazo. (Reprodução/DepositPhotos)

Sumário

Quais as causas mais comuns para acontecer o traumatismo dental?

Os traumatismos dentários podem ser causados por uma variedade de situações, como quedas, acidentes automobilísticos, prática esportiva sem o uso de protetores bucais, brigas e até mesmo hábitos diários inadequados.

Em crianças, quedas durante brincadeiras são uma causa frequente, enquanto nos adultos, acidentes de trânsito e esportes de contato são predominantes. 

Esses eventos podem ocasionar diferentes tipos de danos, desde alterações no suporte periodontal até fraturas complexas.

A avaliação rápida e precisa é fundamental para determinar o curso do tratamento. 

Desenho mostra luxação em dente em diferentes ângulos.
O traumatismo dental geralmente ocorre por quedas, acidentes esportivos, colisões ou violência física.

Como devo acondicionar o dente que caiu para levá-lo até o dentista?

Em casos de avulsão dentária, a conduta no momento do acidente influencia diretamente a chance de sucesso do reimplante.

O ideal é segurar o dente pela coroa (evitando tocar na raiz), lavá-lo suavemente com soro fisiológico ou água corrente, e armazená-lo em um meio adequado como leite, saliva ou solução salina. 

Essas soluções ajudam a preservar as fibras do ligamento periodontal, essenciais para o reimplante.

Transportar o dente em um recipiente limpo e procurar atendimento odontológico imediato são passos cruciais para aumentar a probabilidade de sucesso. 

Dentista e assistente realizando cirurgia em dente de paciente
O dente avulsionado deve ser armazenado em soro fisiológico, leite ou saliva, evitando tocá-lo pela raiz e buscando atendimento odontológico imediato. (Reprodução/Freepik)

Qual a probabilidade de acontecer em crianças?

Os traumatismos dentários são comuns na infância, especialmente entre os 2 e 4 anos, quando as crianças começam a explorar o ambiente e estão mais sujeitas a quedas.

Outra fase de risco ocorre entre os 7 e 10 anos, com o aumento da prática de esportes e atividades ao ar livre. 

Além disso, a protrusão dos dentes anteriores (overjet aumentado) é um fator predisponente, já que esses dentes ficam mais expostos a impactos.

Para os profissionais da odontologia, a prevenção, por meio de protetores bucais e orientação parental, é uma estratégia fundamental. 

Criança chorando com sangue na boca
O traumatismo dental é altamente prevalente em crianças que além de estarem aprendendo a se locomover, se expoem a mais atividades diferentes. (Reprodução/Flickr)

Tipos de traumatismos dentários

Os traumatismos dentários apresentam uma variedade de manifestações clínicas, desde alterações sutis até danos graves que envolvem múltiplas estruturas do aparelho bucal.

Cada tipo de trauma demanda uma abordagem terapêutica específica e criteriosa, com foco no restabelecimento funcional e estético do paciente.

Concussão dentária

A concussão é caracterizada por um impacto direto no dente sem deslocamento ou mobilidade perceptível.

Os pacientes frequentemente relatam dor ao toque ou à mastigação, mas não há alterações visíveis na posição do dente ou nos tecidos adjacentes.

Apesar de aparentemente leve, a concussão requer monitoramento.

Radiografias periapicais podem ser realizadas para avaliar a condição da raiz e do ligamento periodontal.

Alterações tardias, como necrose pulpar, podem ocorrer, sendo importante reavaliar periodicamente o dente envolvido.

Imagem de Concussão dentária
Na concussão dentária, o dente sofre impacto sem deslocamento, mas apresenta sensibilidade à percussão e deve ser monitorado quanto à vitalidade pulpar. (Reprodução/Hera Odontologia)

 Subluxação dentária

Neste tipo de trauma, o dente apresenta mobilidade aumentada, mas sem deslocamento significativo.

É comum observar sangramento no sulco gengival, o que indica comprometimento do ligamento periodontal.

O tratamento da subluxação inclui:

  1. Contenção flexível temporária, para estabilizar o dente afetado;
  2. Cuidados com a higiene bucal, para prevenir infecções secundárias no local do trauma;
  3. Acompanhamento clínico e radiográfico, para identificar alterações como reabsorção radicular ou necrose pulpar.

Luxações

As luxações correspondem ao deslocamento do dente em relação à sua posição original no alvéolo e são divididas em três tipos principais:

  1. Intrusiva: O dente é deslocado para dentro do alvéolo, comprimindo as estruturas circundantes. Este tipo de luxação tem alto risco de necrose pulpar e reabsorção radicular. O tratamento pode incluir reposicionamento cirúrgico ou ortodôntico, dependendo da gravidade e da idade do paciente.
  2. Extrusiva: O dente é parcialmente deslocado para fora do alvéolo, mas mantém alguma conexão com os tecidos de suporte. O reposicionamento manual imediato, seguido de contenção, é essencial.
  3. Lateral: O deslocamento ocorre lateralmente, geralmente associado as fraturas do osso alveolar. O manejo envolve reposicionamento cuidadoso e contenção rígida para promover a estabilização e permitir a cicatrização óssea e periodontal.
Luxação dentária intrusiva, isto é, após trauma os dentes entraram na gengiva
As luxações envolvem o deslocamento do dente em diferentes direções (lateral, extrusiva ou intrusiva), podendo comprometer o ligamento periodontal e a estrutura de suporte. (Reprodução/UEL)

Avulsão

A avulsão, caracterizada pela completa saída do dente do alvéolo, é uma emergência odontológica.

Este tipo de trauma é mais comum em dentes anteriores permanentes, especialmente em crianças e adolescentes.

O sucesso do tratamento depende da rapidez do reimplante e do meio de conservação do dente.

Caso o reimplante seja realizado em até 30 minutos, as chances de sucesso são significativamente maiores.

Após o reimplante, a contenção e o acompanhamento radiográfico são fundamentais para monitorar a saúde periodontal e pulpar.

Fratura radicular

As fraturas radiculares podem ocorrer em diferentes níveis:

  • Terço apical: Geralmente apresentam prognóstico favorável, com maior probabilidade de cicatrização espontânea.
  • Terço médio e cervical: Demandam atenção especial, pois podem comprometer a estabilidade do dente.

Nos casos mais graves, a extração pode ser necessária. O diagnóstico é feito por meio de radiografias, sendo o tratamento orientado pela localização e extensão da fratura.

Raio-x mostra fratura na raiz
A fratura na raiz pode ocorrer em diferentes níveis da raiz e exige diagnóstico radiográfico para avaliar o prognóstico e definir o tratamento adequado. (Reprodução/Luis Gustavo Leite)

Fratura alveolar

As fraturas do osso alveolar frequentemente acompanham outros tipos de traumas, como luxações e avulsões.

Esse tipo de fratura é caracterizado pelo deslocamento de fragmentos ósseos, podendo envolver múltiplos dentes.

O manejo inicial inclui reposicionamento cirúrgico e estabilização com contenção rígida.

O acompanhamento radiográfico é crucial para avaliar a regeneração óssea e identificar possíveis complicações, como infecções ou reabsorções.

Fratura de esmalte e dentina

Este é um dos tipos mais frequentes de trauma dental e pode variar em gravidade:

  • Fraturas simples: Envolvem apenas o esmalte, sendo tratadas com restaurações diretas.
  • Fraturas complexas: Atingem a dentina e, em alguns casos, expõem a polpa. O tratamento pode incluir capeamento pulpar, terapia endodôntica e reconstrução estética.
Dente quebrado na ponta
As fraturas que envolvem esmalte e dentina podem causar sensibilidade e exposição da polpa, sendo necessário tratamento restaurador ou endodôntico. (Reprodução/IStock)

Fratura Coronária

As fraturas coronárias acometem esmalte e dentina, com ou sem exposição pulpar.

Fraturas não complicadas são tratadas com restaurações diretas ou indiretas, enquanto as fraturas complicadas requerem tratamentos endodônticos antes da reconstrução.

A avaliação criteriosa com radiografias e tomografias computadorizadas pode auxiliar no planejamento do tratamento, garantindo melhor prognóstico para o paciente.

Conclusão

Cada tipo de traumatismo dental apresenta desafios específicos, mas o diagnóstico precoce e a abordagem técnica adequada são indispensáveis para preservar a função e a estética do dente.

Além disso, o manejo interdisciplinar é frequentemente necessário para casos mais complexos, integrando conhecimentos de odontologia restauradora, endodontia, periodontia e cirurgia.

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Referências:

https://www.portalped.com.br/outras-especialidades/odontopediatria/traumatismo-dental-quais-sao-os-tipos-e-o-que-fazer/

https://www.vitaeodontologia.com.br/blog/saiba-como-evitar-traumatismo-dentario

https://rrmedicina.com.br/traumatismos-dentarios-quais-sao-os-tipos-e-o-que-fazer

https://dentistalegal.com.br/tipos_traumatismo_dental_batida_dente_quebrado/

*O texto acima não foi escrito por cirurgião dentista, portanto a EAP não se responsabiliza pelas informações, uma vez que não possuem caráter científico.

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