O Ministério da Educação assinou em 19 de maio a Nova Política de Educação à Distância. Venha entender o que mudou, pois alguns cursos não podem mais ser ensinados à distância.
As instituições de ensino terão até dois anos para se adaptar. Enquanto isso, os estudantes já matriculados em cursos que deixarão de ser ofertados à distância poderão concluí-los no mesmo formato do início do curso.
A principal mudança é que não pode mais ter cursos 100% à distância no ensino superior. Mesmo os cursos que forem EaD precisam ter atividades presenciais ou síncronas (ao vivo). Além disso, alguns cursos estão proibidos de serem ensinados à distância!
O ensino superior passa a ter as seguintes modalidades e regras: - Presencial: pelo menos 70% da carga horária em atividades e estágios presenciais; - EaD: maior parte do curso a distância, com aulas gravadas e atividades em plataformas digitais, mas agora o decreto impõe o mínimo de 20% em atividades presenciais e síncronas. - Semipresenciais: carga horária de 30% de atividades presenciais e no mínimo 20% em atividades síncronas.
Os cursos de medicina, direito, enfermagem, odontologia e psicologia deverão ser ofertados exclusivamente no formato presencial. - Medicina deve ser ofertada totalmente por atividades presenciais; - Os outros devem ser ofertados com pelo menos 70% da carga horária total em atividades presenciais.
Os cursos de bacharelado e tecnologia de: Saúde e Bem-Estar, Engenharia, Produção e Construção; Agricultura, Silvicultura, Pesca e Veterinária; não podem ser EaD, mas podem ser semipresenciais, com pelo menos 40% de atividades presenciais e 20% presenciais ou síncronas mediadas.
Também podem ser semipresenciais, com pelo menos 30% de atividades presenciais e 20% presenciais ou síncronas, os cursos de: Educação, Ciências Naturais, Matemática e Estatística.
As disciplinas à distância precisam ter pelo menos uma prova presencial. Além disso, a avaliação deve ter o maior peso na composição da nota final.